A deficiência auditiva e a Terapia Ocupacional

 

A Terapia Ocupacional é indicada quando há dificuldades de realizar de maneira satisfatória as atividades escolares, sociais, de lazer e auto-cuidado.
Quando há indicação para melhorar o desempenho funcional, prevenir incapacidades e evitar o atraso no desenvolvimento. Avaliações, testes e/ou observações:

Habilidades percepto-cognitivas (ex: conceitos básicos, esquema corporal, consciência corporal, nível de atenção/concentração);


Habilidades afetivas (ex: auto-estima, auto-conceito, sentido de competência, limiar de frustração);


Habilidades sociais e morais (adequação e interação social, saber cooperar, dividir, noção de limites);


Habilidades sensoriais (ex: táteis e visuais); 


Atividades de vida diária: Cuidado de si e da comunicação (alimentação, higiene, locomoção, vestuário, comunicação escrita, verbal e gestual); 


Atividades de vida prática: Atividades domiciliares e do cotidiano; 


Atividades de vida de lazer: atividades que envolvam a satisfação, o descanso, o interesse do indivíduo, tais como; esporte, jogos, dança, teatro,leitura, cinema, música; 


Atividades de vida trabalho/escola: execução do dever de casa, uso do material escolar próprio, planejamento de atividades; 


O tipo de linguagem e comunicação utilizadas pela criança e família; 


Verificar as relações familiares; 


Considerar suas expectativas e sua demanda para o tratamento.

Objetivos do Tratamento:

  • Ampliar nível de autonomia e independência da criança nas AVDs, AVPs, no lazer, ambiente social e desempenho escolar; 


  • Promover o desenvolvimento das habilidades e competências necessárias à atuação nos diversos espaços: escola, família, comunidade; 


  • Desenvolver a linguagem e as habilidades de comunicação e interação (utilizando possíveis resíduos auditivos da criança.);
  • Estimular o pensamento abstrato; 


  • Motivar aprendizado e refinamento das habilidades motoras, percepto-cognitivas, noção espacial e temporal, esquema corporal e equilíbrio para facilitar aprendizado em libras; 


  • Ampliar a memorização; 


  • Facilitar construção da identidade surda, do auto conhecimento e identificação pessoal; 


  • Condensar informações/instruções através da redução de vocábulos; 


  • Oferecer experiências de compartilhar, brincar, esperar sua vez com outras crianças; 


  • Proporcionar contato com outras crianças surdas; 


  • Buscar um desenvolvimento psicológico saudável; 


  • Estimular a atenção, o raciocínio lógico; 


  • Ampliar o campo lúdico; 


  • Favorecer a imitação; 


  • Potencializar a criatividade;


  • Facilitar atitudes de descontração, de dinamismo, de iniciativa, de curiosidade e de organização frente às situações rotineiras; 


  • Realizar orientações familiares: A importância da mesma no processo educacional da criança surda; como estimular a criança em domicílio, buscar associações/comunidades de surdos para ter contato com outras famílias; 


  • Promover orientação na escola: Adaptações curriculares, postura da professora e seu feedback, atividades com os colegas (estruturação das relações sociais), material didático, avaliações da performance da criança surda.

Métodos de Intervenção e tratamento:

  • Atendimento individual;
  • Atividades em grupo;
  • Oficinas comunicativas e de expressão (dança, teatro, modelagem, pintura, etc);
  • Oficinas profissionalizantes;
  • Atividades culturais e de recreação;
  • Acompanhamento em sala de aula;
  • Palestras e orientações na escola, com os familiares e na comunidade;
  • Treino de AVDs e AVPs;
  • Atendimento com participação dos pais.


TRABALHO ENVIADO POR: Ana Paula Mendes e Renata Couto, Acadêmicas de Terapia Ocupacional da UFES


Quem pode se beneficiar da Terapia Ocupacional?

O tratamento de Terapia Ocupacional abrange todas as faixas etárias do desenvolvimento humano. Qualquer pessoa que possua alteração no envolvimento e na participação em uma área de ocupação (atividades de vida diária, atividades instrumentais de vida diária, educação, trabalho, brincar, lazer ou interação social) é elegível para o tratamento terapêutico ocupacional. Comumente, pessoas com determinadas patologias são encaminhadas ao terapeuta ocupacional pelas características/ seqüelas das doenças patologias abaixo citadas, por provocarem perda definitiva ou temporária da funcionalidade, sejam por alterações motoras, sensoriais, emocionais, perceptuais ou cognitivas. São elas:
  • Acidente Vascular Encefálico ou “Derrame” (AVE)
  • Traumas e Lesões dos Membros Superiores
  • Parkinson
  • Alzheimer / Demências em geral
  • Malformação congênitas
  • Queimaduras
  • Lesão Medular
  • Amputação de Membros Superiores
  • Doenças Neuromusculares
  • Trauma Crânio-Encefálico (TCE)
  • Paralisia Cerebral
  • Paralisia Braquial Obstétrica
  • Mielomeningocele